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"FORNO DO LIXO"

Lixão de Cidade Nova renasce sob a administração verde

Promotor de Defesa do Meio Ambiente constatou que o local voltou a funcionar como depósito de lixo.

06 de October de 2010 às 16:04

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Foto: Arquivo

Muitos achavam que este mal ao meio-ambiente estava sanado, ou, pelo menos, que se encaminhava para isso. Mas, no dia cinco de outubro, em uma visita surpresa ao antigo “forno do lixo”, em Cidade Nova, Natal, o promotor de Defesa do Meio Ambiente, João Batista Machado, constatou que o local voltou a funcionar como depósito de lixo.

Desde 2004, o “forno do lixo” – como era conhecido, estava desativado e funcionava apenas como ponto de transferência dos resíduos coletados pelos caminhões da Urbana para carretas que transportavam o material até o aterro sanitário de Ceará-Mirim. Desde então, o local passou a funcionar como Estação de Transbordo.

Segundo o presidente da Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis (Ascamar), Severino de Lima Júnior, o problema está ocorrendo em virtude do atraso da Prefeitura no pagamento dos caminhões que auxiliam na coleta seletiva. Por conta disso, seis dos 16 veículos teriam parado e a coleta foi prejudicada, atrapalhando o trabalho dos catadores, uma vez que o material reciclável voltou a ser misturado com o lixo comum.

Por outro lado, o diretor da Braseco, empresa responsável pela operação do aterro sanitário de Ceará-Mirim, Henrique Muniz, revelou que a Prefeitura deve aproximadamente R$ 9 milhões à empresa. Ele afirmou, ainda, que o valor resulta de duas dívidas: uma de atrasos de pagamento relacionados à gestão atual, que está em torno de R$ 5 milhões e, outra, da administração passada, de cerca de R$ 4 milhões. O montante da atual gestão chegou a atingir R$ 6 milhões, porém, R$ 1 milhão foi pago na última semana, como parte de um acordo que prevê a quitação do débito, até fevereiro de 2011.

Já, o presidente da Urbana, Bosco Afonso, oferece uma versão diferente para justificar o descaso da ‘Gestão Verde’. Ele admitiu que a Prefeitura “deve dois meses de pagamento dos caminhões”, justificando que “sempre se conta com esses atrasos”. Também afirmou que a Empresa decidiu encerrar contratos com seis dos 16 caminhões da coleta seletiva, em virtude da necessidade de redução de custos e porque “parte dos caminhões estariam ociosos”.

O fato é que, independentemente da versão, a pilha de lixo, que já está imensa, só faz aumentar. Sobre o morro, catadores com suas carroças se vêem sem opção e voltam a selecionar o lixo que sustenta suas vidas, em condições altamente insalubres. Indignado, o promotor do Meio Ambiente, João Batista Machado, desabafa: "não estou agüentando mais, todo dia entrando com ação, com problemas com a Prefeitura. A gente está... assim... sem saber o que fazer”.

É o modo verde de governar.

 

Da redação com informações da Tribuna do Norte.

 

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