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País gerou 252 mil empregos com carteira assinada em maio

21 de June de 2011 às 10:31

A geração de empregos com carteira assinada atingiu 252.067 mil em maio deste ano, o terceiro melhor resultado para o mês desde 2003, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (20) pelo Ministério do Trabalho. O resultado contraria a expectativa do titular da pasta, Carlos Lupi, que anunciou, no mês passado, que o índice de maio seria superior ao de abril de 2010, quando foram gerados 272 mil postos formais de trabalho.

O Ministério do Trabalho também atualizou o número de empregos criados de janeiro a abril deste ano, levando em consideração os dados divulgados fora do prazo estipulado pela pasta às empresas. Nos primeiros quatro meses do ano, foram criados 919,7 mil vagas.

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, anuncia os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) referentes ao mês de maio de 2011.

Somado ao resultado de maio, ainda sem considerar as declarações entregues fora do prazo, o resultado é de 1,1 milhão de postos formais de trabalho. Este é o segundo melhor resultado para período (entre os anos de 2003 e 2011), sendo menor apenas que o medido em 2010, quando foram criadas 1,3 milhão de vagas.

Os setores que mais cresceram em maio foram a agricultura, que gerou 79,5 mil novos postos, uma alta de 5,11% - a maior taxa de crescimento entre todos os setores - e o de serviços, com a criação de 71,2 mil empregos, um crescimento de 0,48%. Segundo o ministério, o setor agrícola registrou alta excepcional devido a fatores sazonais na Região Sudeste, com o início da lavoura de café, cana-de-açúcar e laranja.

Previsão

Lupi tem uma previsão otimista para o comportamento do emprego no ano, contrariando todas as expectativas de mercado que indicam que em 2011 a economia terá um comportamento mais tímido em relação ao ocorrido no ano passado.

"A área de emprego tem efeitos diferenciados na área de economia. Quando o Produto Interno Bruto (PIB) em 2009 foi negativo, acabamos com 1,7 milhão de empregos formais criados. No caso da crise, houve muito investimento interno, linhas de crédito de bancos públicos. No caso agora, é investimento externo. Como houve retenção de linhas de crédito dos bancos, houve ampliação de investimentos estrangeiros, o que não aconteceu em 2009. O Brasil virou a Meca de investimentos, muitos já querendo investir na produção. Está havendo uma substituição do capital de investimento interno pelo externo", analisou.

Fonte: Jornal do Brasil

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