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Palestrantes debatem os desafios do pré-sal para a indústria de base

23 de September de 2011 às 11:41

Conteúdo local No último dia da Conferência RioPipeline foram apontados os desafios tecnológicos do pré-sal que fazem parte da esteira da produção. De acordo com Raimar Van den Bylaardt, Presidente do CTDUT e gerente do IBP, o foco sempre esteve nas questões logísticas, de forma que a tecnologia de base, responsável pelo apoio direto á indústria, esteve por certo tempo esquecido. “Para maximizar a produção nacional as tecnologias básicas também devem ser trabalhadas, como os testes laboratoriais de produtos, os testes em escala real, os protótipos de testes de durabilidade, entre outros”, esclareceu ele.

Dificuldades Desde o início da produção em Campos foram mais de 800 reparos na malha dutoviária. “Nosso desejo de consumo é ter um equipamento embarcado que possa navegar e fazer um scanner completo da linha, medir todas as questões e facilitar a gestão de integridade da malha. A tecnologia não está disponível. É um desafio. Como vai ser isso não sei responder”, esclareceu Pedro Altoé Ferreira, Coordenador do Programa Tecnológico de Transporte (PROTRAN) e da Petrobras/Cenpes. Será preciso, desta forma, mais investimentos para lidar com as emergências. “Nosso país é muito bonito. A gente opera em lugares maravilhosos, mas temos que tomar muito cuidado, nosso país é ‘enrugado’, cheio de montanhas. Isso é um desafio quando agente fala em construção de dutos. São dificuldades extremas”, finalizou ele.

Tecnologia Quanto maior a tecnologia, maior será a necessidade de novos testes laboratoriais. “Olhando para o conteúdo local, evidentemente, temos que ter testes locais com custos menores”, disse Raimar Van den Bylaardt, Presidente do CTDUT. Cresce a necessidade de se atender as demandas de produtos existentes, mas com novos registros. “Hoje o Brasil tem um conjunto de Centro de Pesquisas preparados para atender a demanda local e o setor de testes está apto a suportar e ajudar o processo de produção local”, disse o Presidente do CTDUT. As empresas hoje podem utilizar os centros tecnológicos para desenvolverem os seus testes e as suas pesquisas.

Inovação Segundo Pedro Altoé Ferreira, Coordenador do Programa Tecnológico de Transporte (PROTRAN) e da Petrobras/Cenpes, até 2030, a população vai crescer em um ritmo acelerado, principalmente nos países emergentes. A demanda por combustível vai continuar crescendo. “Não temos perspectivas de falta de recursos, mas de demanda por tecnologia. Nossa indústria é bem conservadora, nossa estrutura dura 25 a 30 anos, e agora, terá que durar 50 anos ou mais”, finaliza Pedro.

Fonte: NN

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